E novamente os mesmos dias de cão, acordar cedo, não me alimentar, correr pra não perder o horário e rezar, orar, clamar, qualquer coisa pra que aqueles remédios façam efeito. Fazem alguns anos que preciso deles pra passar o dia bem, sem ter crises depressivas causadas sei lá pelo que, ou quem, que ficou no passado. Alias, eu sei bem quem ficou pra trás, mas me enganei, me iludi minha síndrome do ego inflado me deixou depressiva, exausta, cansada, enfim me deixou assim. Mais um dia no hospital, preciso de sorrisos, aquelas pessoas precisam de mais esperanças do que eu. Quando estão lá, atendendo-os, vejo que morrer de amor é algo fácil, triste ok! mas não requer tanto esforço, é só se entregar a sentimentos deturpados e morrer, aos poucos agonizando. Mas aquelas pessoas querem viver, querem outra chance e eu que choro por acordar ainda estou aqui. Vidas são ceifadas por querer viver, quero morrer e continuo aqui.
Não me lembro dele, não exatamente, apenas sei que existiu. Foi momento, paixão, desejo, pele, tudo mas não foi amor. De tantos pra eu me lembrar ultimamente só me vem a sua imagem na mente. Tomo meu remédio, fumo meu cigarro, bebo algo, qualquer coisa e volto a rotina.
Volto, sempre volto...
De volta pra casa, no caminho tanta gente cansada. Olho pra senhora chorando na esquina, vejo seu sofrimento, sua empatia, seu cansaço, sua dor. Entro no meu lar, pego a pizza gelada de ontem, ligo o som, me jogo no banho. Demorei, como sempre. Mas é bom banhos me distraem. Trazem lembranças mas distrem... Pego uma roupa qualquer. Passos pela casa. Apenas os meus. Vou pro quarto em pequenos passos querendo não chegar mais uma vez nesse mártilio.
Ao chegar a porta, sinto aquela agonia no estômago, como eu queria aquele afago novamente, sei que seria momentâneo, sei que não signifiquei nada. Mas por Deus eu faria qualquer coisa pra ter aquele beijo ardente mais uma vez. Senti como se ali estivessem aqueles braços, me segurando, me abraçando, ele pra mim.
Passou o efeito do remédio. Passou, passou.
Hora de toma-lo novamente e tentar dormir.
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